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Investir na formação para o aumento da produtividade e rentabilidade das empresas

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O Vice-presidente da CTA, Rogério Samo Gudo, referiu, na última segunda-feira, que as empresas que apostam na qualificação de seus quadros através da formação profissional são, sem dúvidas, as que mais facilmente conseguem sobreviver aos imprevistos impostos pelas economias de mercado, porquanto ao investir na formação estão a contribuir para o aumento significativo da produtividade e rentabilidade de seus quadros e da própria empresa.

Para o Vice-presidente da CTA, a questão da Formação Profissional constitui um dos principais debates da actualidade económica e social moçambicana, particularmente pelo facto de o índice de desemprego no país ser alto e afectar em grande medida a maioria da força de trabalho activa, que é a população jovem.
Rogério Samo Gudo falava na cerimónia de lançamento de formação profissional para 2017, que teve lugar na última segunda-feira (13/02/2017) em Maputo, organizada pelo Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFP), instituição tutelada pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS).
Na sua locução, o representante do Sector Privado lançou um desafio que passa pelo envolvimento de todos sectores na busca de soluções para acabar com o desemprego.
“Os desafios do emprego em Moçambique requerem a intervenção de todos os sectores da economia nacional, dada a natureza transversal desta matéria, razão pela qual, urge levar a cabo acções e compromissos concretos entre as entidades públicas e privadas, por forma a tirar melhor proveito do elevado potencial que o País possui em termos de recursos humanos e naturais”, ressaltou Samo Gudo
Na visão do Sector Privado, para fazer face a questão do desemprego, é importante que sejam observados os factores formação profissional adequada às exigências do mercado, um mecanismo de monitoria e acompanhamento da mão-de-obra disponível e ocupada no mercado de trabalho e observância da legalidade dos contratos laborais.
De referir que, na tentativa de colmatar as lacunas existentes entre oferta e procura de mão-de-obra qualificada, a CTA, através do seu Pelouro da Política Laboral e Acção Social, participou activamente na preparação do Regulamento de Estágios Pré-profissionais aprovado pelo Conselho de Ministros através do Decreto nº 35/2013 de 2 de Agosto.

 

Formar para responder as necessidades do mercado

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Na sua intervenção, a Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Dias Diogo, assegurou que o Governo vai continuar a apostar nas medidas activas de emprego, potenciando a formação profissionalizante com qualidade e competências apuradas, tendo em vista as necessidades do mercado de trabalho, que cada vez se torna dinâmico e exigente, em termos de mão-de-obra empregue em diversos sectores de actividade.

Segundo a governante, na actual conjuntura mundial, o emprego constitui um desafio tanto para os governos como para as sociedades em geral, daí a importância de uma actuação séria e coordenada com todos os actores do mercado.
Nos países em desenvolvimento, como é o caso de Moçambique, o maior desafio é ainda o desenvolvimento do capital humano, particularmente os jovens, de modo a que sejam capazes de aproveitar as oportunidades de emprego no mercado de trabalho ou as oportunidades de negócio através do auto emprego.
A formação profissional, clarificou Vitória Diogo, deve ser aqui entendida como aquela que num curto espaço de tempo permite a aquisição de conhecimentos, habilidades, atitudes, elementos necessários para o exercício duma profissão ou grupo de profissões. Para os profissionais que já se encontram nos locais de trabalho, ela permite a sua especialização para responder tempestivamente às dinâmicas e avanços tecnológicos nos locais onde estão inseridos.
Para o presente ano, o Governo, através do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), planificou a formação profissional de 125.890 cidadãos, e em termos de emprego está planificado 281.652 vagas, em todo o território nacional.
O País conta, actualmente, com uma rede de 214 Centros de Formação Profissional, entre públicos e privados, cujos cursos cobrem diversas áreas, nomeadamente a agricultura, indústria, comércio, construção, hotelaria e turismo, tecnologia de informação e comunicação, línguas, administração e gestão, transporte e logística, condução e operação de máquinas e equipamentos. Destes, 17 centros são administrados pelo MITESS, através do recém-criado Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cássimo, oferecendo cursos virados ao sector industrial, em comparação com a maioria dos centros privados, que se concentram nas áreas de serviços.

Visita às oficinas

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Antes do início da cerimónia de abertura dos cursos a serem ministrados este ano no País, a Ministra efectuou uma visita às oficinas do Centro de Formação Profissional de Electrotecnia, onde dialogou com alguns formandos e formadores, de diferentes especialidades, cujos equipamentos, de tecnologias de ponta, foram modernizados recentemente, com o apoio de parceiros internos e internacionais.
A necessidade de assegurar o acesso aos cursos profissionalizantes nas zonas rurais e em locais onde ainda não existem centros fixos, fez com que o Governo adoptasse o modelo de formação via unidades móveis, conhecidas por “as nossas escolas que andam”, hoje disponíveis em 20 unidades móveis de formação profissional, que ministram os cursos de hotelaria e turismo, processamento de alimentos, serralharia civil e electricidade instaladora.
Acompanhando esta necessidade, sobretudo tendo em conta que a formação profissional está orientada para criar condições para melhorar a empregabilidade dos cidadãos, o Governo criou espaço para assegurar serviços gratuitos de intermediação do emprego, sendo que o País já conta com uma rede de 26 Centros de Emprego do sector público e 87 agências privadas de emprego, que desenvolvem actividades de promoção de emprego e estágios pré-profissionais, informação e orientação profissional e colocações.

 

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